Torcedor guarda medalha de Rogério Ceni do Tricampeonato de 2006

Torcedor do São Paulo guarda há 20 anos a medalha de campeão de Rogério Ceni no tricampeonato de 2006 e conta sua emocionante história.

28 DE OUTUBRO · 3 MIN DE LEITURA+5pontos pela leitura

Em 26 de novembro de 2006, o Morumbi foi palco de uma celebração inesquecível para a torcida do São Paulo. Naquele dia, o clube recebia oficialmente a taça do tricampeonato brasileiro, conquistado um ano antes, com uma equipe que ainda hoje é reverenciada. Entre os milhares de presentes, estava Guilherme Parra, um torcedor fanático que guarda até hoje um tesouro raro: a medalha de campeão entregue a Rogério Ceni naquela festa histórica.

Guilherme não planejou estar no Morumbi naquele dia. Ele lembra que estava em um culto na igreja pela manhã e, de forma espontânea, decidiu convidar amigos para ir ao estádio. Foram 13 pessoas que participaram daquela ida quase que por impulso. Ele escolheu um lugar na arquibancada térrea, especialmente por saber que haveria uma cerimônia de premiação. A intenção não era outra senão curtir o momento com o grupo e celebrar o título paulista, sem imaginar que algo muito especial aconteceria.

Durante o evento, Rogério Ceni, ídolo e capitão do time, lançou ao público uma das medalhas que recebeu após a conquista. O arqueiro lançou as luvas e depois a medalha para as arquibancadas. Guilherme ficou atento, até brinca que quase pegou uma luva, mas foi na medalha que sua atenção se concentrou. Ele se esticou, pulou e agarrou o objeto que, naquele momento, virou um símbolo de muita emoção e sorte.

O torcedor ainda recorda a surpresa e a empolgação ao abrir a mão e notar que segurava a medalha oficial daquele Brasileirão. A cena foi captada pela transmissão da Globo e rapidamente Guilherme virou uma espécie de celebridade instantânea. O narrador Galvão Bueno chegou a chamar atenção para o torcedor, perguntando seu nome durante o programa, e outras emissoras logo queriam falar com ele. Foi um mix de emoção, fama momentânea e orgulho são-paulino.

Para garantir a segurança da medalha, Guilherme precisou contar com a ajuda dos amigos para sair do estádio sem problemas. Um deles foi até responsável por carregar o objeto, permitindo que ele deixasse o local mais protegido. No dia seguinte, a medalha foi levada ao banco onde Guilherme trabalhava, e a repercussão só aumentou. Jornalistas o procuravam para entrevistas, e ele se tornou atração no ambiente profissional, chegando até a participar do Globo Esporte ao final daquele dia.

Com o passar das semanas, a rotina de Guilherme voltou ao normal, mas o impacto daquele momento seguiu presente. Antes do Natal, ele recebeu um convite para participar do quadro "Amigo Oculto" do Fantástico, que reúne personalidades marcantes do ano. A experiência foi inesperada, mas reforçou quanto aquele dia de 2006 ficou marcado não só para ele, mas para a história do clube e da torcida tricolor.

Hoje, Guilherme guarda a medalha com carinho e responsabilidade, ciente do valor simbólico que ela tem para o São Paulo e para todos os fãs do futebol. Ele reforça que, se algum dia Rogério Ceni pedir, a devolve, porque entende que aquele troféu e aquela conquista pertencem a todo o tricolor. A história mostra que as maiores emoções do futebol também estão nos detalhes e nas pessoas que tornam o clube ainda maior.

O São Paulo segue sua trajetória com projetos para a temporada atual, mas histórias como a de Guilherme lembram a importância do vínculo entre o clube e sua torcida. O Morumbi virou palco de muitas conquistas e momentos que merecem ser guardados, celebrados e contados para as próximas gerações. Torcer para o tricolor é fazer parte de uma família que vive o futebol com paixão, respeito e autenticidade.

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